O tema Cinema possui um amplo questionamento existencial quanto à definição e sua importância. São inúmeras vertentes narrativas, de gêneros e de sensações. Cada espectador (cinéfilo ou não) descreve os sentimentos despertados de forma diferente a cada filme visto. Muitos vivem a cinematografia como parte integrante de suas vidas. É como se as histórias, tele cinéticas, pudessem direcionar um sentido sinestésico. Um exemplo clássico é quando uma determinada película nos deprime (por causa da carga emocional, que busca afetar o choro e ou a melancolia). Quando isso acontece, o Cinema (sempre em letra maiúscula) atinge o objetivo intrínseco, que é o do sentir. A tela grande não foi projetada apenas ao seu divertimento. Não foi feita apenas para relaxar, alienar e ou mitigar o conhecimento, e sim a experiências técnicas e físicas. Esse questionamento é polêmico, dividindo discursos entre os profissionais que analisam os filmes, chamados críticos, palavra que este blog site não concorda, optando por expressões como percepções, análises, e a mais usada, opiniões
Já seguindo a inerência majoritária e unânime da crença de que cada resenha é subjetiva, única e individualizada (dependendo do conhecimento informativo, de mundo e lingüístico), o Vertentes do Cinema, desde o seu início, optou por ser extremamente passional, envolvendo os sentimentos despertados, mas claro com embasamento técnico. Conversando com alguns colegas de profissão, “críticos” renomados, pude perceber o distanciamento filme versus individuo, transcrevendo um diálogo que aconteceu em uma das sessões prévias à imprensa. “Gostou do filme?”, pergunto. “Hum, é mais um”, a resposta. “Nossa, saí acabado. Achei muito bom”, disse. “Sério? Tecnicamente é interessante”, replica-se. “Acho que me envolvi demais com filme”, complemento. Não houve resposta falada, apenas gestual, que recriminava a minha atitude e, com explícita didática, tentava educar-me ao distanciamento. Se personificássemos o pensamento, seria “Como assim? Você é um crítico. Tem que ser profissional o suficiente para separar emoção e técnica”. Esta passagem fez com que refletisse sobre o que é ser realmente um direcionador de opinião, já que muitos escolhem filmes por causa da crítica positiva. Após muito pensar, o Vertentes do Cinema não modificará sua crença anterior, continuará sentindo e envolvendo-se com os filmes apresentados, porque, assim, acredita que é a melhor forma de transpassar atmosferas, quereres objetivados pelos realizadores, emoções, porém, não esquecendo da sobriedade da construção.
Quando mais um Festival do Rio termina, este blog site avalia e realiza um balanço, a fim de realizar uma melhor estruturação do espaço que apresenta uma nova opinião sobre a sétima arte. Portanto, o Vertentes do Cinema, atrasado com muitas críticas, ainda do Festival, não correrá com nada, para assim conservar a qualidade – e o tamanho – da opinião que sempre foi apresentada. Se observarmos a evolução, perceberemos que antes, este blog site dava importância à quantidade, sem esquecer a qualidade. Hoje, as opiniões estão maiores, mais informativas, dosadas com emoção, filosofia em geral, técnica cinematografia, curiosidades e a análise propriamente em si; com um maior número de entrevistas em video; e com atualizações diárias. Agradeço a todos por prestigiarem o Vertentes do Cinema!

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