“Um corte na língua”

A opinião (por Marise Carpenter)

Como não poderia deixar de ser, o filme é um desfile de desfiles, um corte e costura. Até que se fosse só isso não seria de todo mal: gente bonita, roupas exóticas, músicas. Mas não. Gaultier fala o tempo todo e fala muito e fala rápido e enche o espaço de verborragia. É um documentário sem arte nenhuma em que o único artista é o estilista no centro da tela. Penso que cairia bem uma cena de arte: Gaultier com uma tesoura cortando um pedaço de sua própria língua. Mas essa regra não foi quebrada pela diretora e ex modelo de Jean-Paul Gaultier. 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos Relacionados