Alfred Hitchcock entrou para a história do cinema não apenas como o mestre do suspense, mas como um dos maiores cineastas de todos os tempos. Na sua vasta carreira, desenvolveu o suspense como estilo dramático, o que acabou ligando o seu nome inconfundivelmente a este gênero de cinema. Ele virou adjetivo para filmes de suspense – hitchcockiano.

François Truffaut, que publicou um grande livro de entrevistas com Hitchcock, refletindo sobre o que fazia de Hitchcock um cineasta único, disse: “É impossível não perceber que as cenas de amor foram filmadas como se fossem cenas de assassinato, e as cenas de assassinato como cenas de amor. (…) No cinema de Hitchcock, fazer amor e morrer são a mesma coisa.”

Entre os cineastas que declaram ter sido influenciados por Hitchcock estão Brian de Palma (seu mais fiel seguidor), Steven Spielberg, John Carpenter, Sam Raimi, M. Night Shyamalan, Martin Scorsese, George A. Romero, Peter Bogdanovich, Dario Argento, William Friedkin, David Cronenberg e Quentin Tarantino.

Nascido em 13 de agosto de 1899 em Leytonstone, Londres, Alfred Hitchcock começou sua carreira cinematográfica em 1920, fazendo as telas de diálogos dos filmes mudos. Logo, começou a escrever roteiros e aprendeu a editar. Em 1925, ganhou a primeira chance como diretor no filme The Pleasure Garden (1925), feito pela UFA Studios, em Berlim.

Em 1926, estreou no suspense com o filme O inquilino, baseado nos assassinatos de Jack o Estripador. A partir daí, Hitchcock faria pelo menos uma aparição em cada uma de suas produções, o que se tornaria uma das suas marcas. Foi também o seu primeiro filme de suspense, gênero que o consagraria em todo o mundo. Escreveu também inúmeros roteiros para televisão.

Na fase inglesa, realizou filmes marcantes como Os 39 Degraus (1935) e A Dama Oculta (1938). A partir de 1939, começou a trabalhar em Hollywood, onde realizou alguns dos clássicos mais importantes do cinema. Já sua primeira produção americana,Rebecca, a Mulher Inesquecível (1940), recebeu 11 indicações para o Oscar e ganhou os de Melhor Filme e Fotografia. Embora tenha recebido várias indicações ao Oscar durantes as décadas seguintes, Hitchcock nunca ganhou um estatueta de melhor diretor. Mas, na cerimônia do Oscar de 1967, recebeu o prêmio Irving Thalberg pela sua carreira.

Após o lançamento de Sabotador (Saboteur), em 1942, as companhias de cinema começaram a chamar seus filmes seguidos do seu nome, como Psicose de Alfred Hitchcock, Frenesi de Alfred Hitchcock e Trama Macabra de Alfred Hitchcock.

Somente para citar duas listas de “melhores de todos os tempos”, Hitchcock dirigiu nove dos “100 Most Heart-Pounding Movies” do American Film Institute. Também foi votado como “O maior diretor de todos os tempos” pela revista Entertainment Weekly. Na lista dos 100 maiores filmes de todos os tempos da mesma revista, Hitchcock é recordista de filmes incluídos (quatro no total): as obras-primas Psicose (1960), Um Corpo que Cai (1958), Intriga Internacional (1959) e Interlúdio (1946). Texto oficial Curadoria Mostra Hitchcock CCBB RJ

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