Um dos mais conhecidos e influentes diretores da história do cinema, Alfred Hitchcock (1899-1980), conhecido até hoje como o mestre do suspense, realizou diversas obras-primas e clássicos em mais de 50 anos de carreira, passando por grandes transformações cinematográficas – filme mudo, falado, preto-e-branco, cor e até 3D.

Para conhecer toda a obra deste grande cineasta, o Centro Cultural Banco do Brasil apresenta a mostra HITCHCOCK, que reúne pela primeira vez no país 54 longas-metragens, 5 curtas e seus trabalhos para a TV – 117 episódios da série Alfred Hitchcock Presents, somando 8.954 minutos de suspense. Serão seis semanas inteiramente dedicadas a Hitchcock no Rio e em São Paulo, com curso gratuito (12 aulas, 6 professores), masterclass, debates, sessões especiais de filmes mudos com música e narração ao vivo e a edição de um catálogo de 400 páginas com distribuição gratuita, com vasto material iconográfico, filmografia e textos inéditos.

Serão realizados debates, mediados pela crítica Tatiana Monassa, com o tema “HItchcock: um autor moderno?” no Rio (sábado, 25/06, 17h) e em São Paulo (quinta, 16 de junho, 19h30). No Rio, fazem parte da mesa o crítico José Carlos Avellar e a pesquisadora Patricia Rebello (pesquisadora). Em São Paulo, dividem a mesa o crítico Inácio Araujo e o cineasta José Mojica Marins (cineasta)

As inscrições para o curso no Rio de Janeiro, que será realizado de 7 de junho a 13 de julho, às terças e quartas, das 14h às 16h, podem ser feitas até dia 31 de maio no site www.mostrahitchcock.com.br, onde também são encontradas informações detalhadas sobre aulas e os nomes dos professores. Em São Paulo, as inscrições estão abertas até 8 de junho. Dividido em seis módulos de duas aulas cada, o curso pretende explorar diversos aspectos da obra de Alfred Hitchcock, oferecendo um olhar reflexivo diferenciado sobre alguns temas associados à sua filmografia, como o trabalho com os gêneros, as estratégias psicológicas e a construção cuidadosa de um estilo único.

Com curadoria de Arndt Roskens, a programação da mostra traz grandes atrações como:

– Exibição em película 35mm dos grandes clássicos de Hitchcock, entre eles Janela Indiscreta (1954), Um Corpo que Cai(1958), Intriga Internacional (1959), Psicose (1960) e Os Pássaros (1963);

– Uma sessão com narração e música ao vivo de O Inquilino (The Lodger: A Story of the London Fog), de 1926, um dos primeiros longas de Hitchcock e seu primeiro sucesso;

– Um panorama completo dos trabalhos dirigidos por Hitchcock para a TV: as primeiras 3 temporadas completas deHitchcock Apresenta (117 episódios, dos quais 10 dirigidos por ele); da 4ª à 7ª temporada, os 7 episódios dirigidos por ele; um episódio da série The Hitchcock Hour, um de Startime e um de Suspicion, todos dirigidos por ele;

– Raridades como os curtas Aventure Malgache e Bon Voyage (1944), que Hithcock fez para a França na 2ª Guerra Mundial;

– Versões diferentes de um mesmo filme – Chantagem e Confissão (Blackmail, 1929), mudo e falado, além de um curta metragem do teste de som para o longa, o primeiro filme falado da Inglaterra;

– Programa duplo com a versão inglesa e a raríssima versão alemã de Assassinato (Murder, 1930), que foi filmado simultaneamente em inglês e alemão, no mesmo set, trocando apenas os atores. Da versão alemã, chamada Mary, existe apenas uma única cópia no mundo;

– O Homem que Sabia Demais (The man who knew too much) na versão original de 1934, que Hitchcock fez na Inglaterra, e o remake americano de 1956, com Doris Day e James Stewart;

– o remake de Psicose (1998) dirigido por Gus Van Sant.

Alfred Hitchcock entrou para a história do cinema não apenas como o mestre do suspense, mas como um dos maiores cineastas de todos os tempos. Na sua vasta carreira, desenvolveu o suspense como estilo dramático, o que acabou ligando o seu nome inconfundivelmente a este gênero de cinema. Ele virou adjetivo para filmes de suspense – hitchcockiano.

François Truffaut, que publicou um grande livro de entrevistas com Hitchcock, refletindo sobre o que fazia de Hitchcock um cineasta único, disse: “É impossível não perceber que as cenas de amor foram filmadas como se fossem cenas de assassinato, e as cenas de assassinato como cenas de amor. (…) No cinema de Hitchcock, fazer amor e morrer são a mesma coisa.”

Entre os cineastas que declaram ter sido influenciados por Hitchcock estão Brian de Palma (seu mais fiel seguidor), Steven Spielberg, John Carpenter, Sam Raimi, M. Night Shyamalan, Martin Scorsese, George A. Romero, Peter Bogdanovich, Dario Argento, William Friedkin, David Cronenberg e Quentin Tarantino.

Nascido em 13 de agosto de 1899 em Leytonstone, Londres, Alfred Hitchcock começou sua carreira cinematográfica em 1920, fazendo as telas de diálogos dos filmes mudos. Logo, começou a escrever roteiros e aprendeu a editar. Em 1925, ganhou a primeira chance como diretor no filme The Pleasure Garden (1925), feito pela UFA Studios, em Berlim.

Em 1926, estreou no suspense com o filme O inquilino, baseado nos assassinatos de Jack o Estripador. A partir daí, Hitchcock faria pelo menos uma aparição em cada uma de suas produções, o que se tornaria uma das suas marcas. Foi também o seu primeiro filme de suspense, gênero que o consagraria em todo o mundo. Escreveu também inúmeros roteiros para televisão.

Na fase inglesa, realizou filmes marcantes como Os 39 Degraus (1935) e A Dama Oculta (1938). A partir de 1939, começou a trabalhar em Hollywood, onde realizou alguns dos clássicos mais importantes do cinema. Já sua primeira produção americana,Rebecca, a Mulher Inesquecível (1940), recebeu 11 indicações para o Oscar e ganhou os de Melhor Filme e Fotografia. Embora tenha recebido várias indicações ao Oscar durantes as décadas seguintes, Hitchcock nunca ganhou um estatueta de melhor diretor. Mas, na cerimônia do Oscar de 1967, recebeu o prêmio Irving Thalberg pela sua carreira.

Após o lançamento de Sabotador (Saboteur), em 1942, as companhias de cinema começaram a chamar seus filmes seguidos do seu nome, como Psicose de Alfred Hitchcock, Frenesi de Alfred Hitchcock e Trama Macabra de Alfred Hitchcock.

Somente para citar duas listas de “melhores de todos os tempos”, Hitchcock dirigiu nove dos “100 Most Heart-Pounding Movies” do American Film Institute. Também foi votado como “O maior diretor de todos os tempos” pela revista Entertainment Weekly. Na lista dos 100 maiores filmes de todos os tempos da mesma revista, Hitchcock é recordista de filmes incluídos (quatro no total): as obras-primas Psicose (1960), Um Corpo que Cai (1958), Intriga Internacional (1959) e Interlúdio (1946).

SERVIÇO

MOSTRA HITHCOCK
Produção e Realização: Centro Cultural Banco do Brasil
Curadoria: Arndt Roskens
bb.com.br/cultura

RIO DE JANEIRO

1º de junho a 14 de julho de 2011 (terça-feira a domingo)

Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro – Sala de Cinema 1 (102 lugares)
Rua Primeiro de Março 66, Centro, tel (21) 3808-2020
CINEPASSE: R$ 10,00 e R$ 5,00 (meia), válido por 30 dias, para acesso às mostras de cinema (Cinemas 1 e 2), por meio de senhas, e à videoteca, por meio de agendamento. As senhas deverão ser retiradas 1h antes de cada sessão.
www.twitter.com/ccbb_rj

PONTE AÉREA

São Paulo

15 de junho a 24 de julho de 2011 (quarta-feira a domingo)
Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo – Cinema (70 lugares)
Rua Álvares Penteado 112, Centro – tel (11) 3113-3651 / 3113-3652
Cinema: 70 lugares
Ingressos: R$ 4,00 e R$ 2,00 (meia-entrada)
www.twitter.com/ccbb_sp

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