O clichê cinematográfico é entendido como elemento prejudicial à trama apresentada, uma ideia relativa a algo que se repete com tanta frequência que já se tornou previsível dentro daquele contexto, desgastando ou desviando o sentido, tornando-se algo que gera uma má interpretação em vez de dar outro efeito. A ideia de repetição parte da premissa de se já ter visto a referência. Mas se o conhecimento prévio não existe, o novo se mantém, então a ideia de clichê não existe. O termo francês, traduzido como chavão ou lugar-comum na linguagem tipográfica, diz respeito a uma matriz geralmente feita em metal cuja técnica é a mesma usada na linotipia ou anterior a essa na xilogravura, de tão aplicada em outros meios a palavra se tornou uma expressão idiomática de tudo que diz respeito a repetição. A questão aqui abordada não critica o elemento clichê, já que se diz no ditado popular que todas as histórias já foram contadas, então não há mais novidades. Assim, tudo seria a cópia de algo já utilizado e realizado. O clichê pode sim ser trabalhado com competência, quando o diferencia explorando experimentações e ou conservando o seu estado bruto de ser pelo realismo imprensado. O cotidiano por si só já é uma repetição, mas com luzes, pensamentos e formas diferentes. Nenhum dia é igual ao outro. Então por que cargas d’água necessita-se repetir frases e ações já criadas. A expressão é salva pela competência, perspicácia e inteligência. O mundo é dos mais criativos que vivenciam a máxima de que nada se cria, tudo se transforma, mesmo sendo cópia e ou original. A conclusão que se chega é que quanto menos se sabe, mais se aproveita a experiência. E uma vez visto, a novidade é dissipada, transformando-se em conhecimento que gera a mitigação da surpresa, acarretando o famoso “Que clichê!”.

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