Ficha Técnica

Direção: Niels Arden Oplev
Roteiro: Nikolaj Arcel, Rasmus Heisterberg, baseado em obra de Stieg Larsson
Elenco: Michael Nyqvist, Noomi Rapace, Lena Endre, Peter Haber, Sven-Be, Björn Granath, Ewa Fröling, Michalis Koutsogiannakis, Annika Hallin, Sofia Ledarp
Fotografia: Jens Fischer, Eric Kress
Trilha Sonora: Jacob Groth
Produção: Søren Stærmose
Distribuidora: Imagem Filmes
Estúdio: Danish Filminstitute
Duração: 152 minutos
País: Suécia
Ano: 2009
COTAÇÃO: ENTRE O RUIM E O REGULAR

A opinião

O que faz um cineasta gastar dinheiro e tempo para realizar quase uma cópia de “Código Da Vinci”, com Tom Hanks? O filme é longo, bobo, chato e definitivamente não respeita a inteligência do espectador. Há o clichê do clichê, como a perfeição do cotidiano de uma família feliz, com direito a gracinhas da filha do protagonista. Perde-se no seu próprio roteiro. São tantas reviravoltas que transformam a trama em patética. O que salva do longa, por íncrivel que pareça, são as cenas de violência e tortura, que possuem um realismo de ações. O que sobra disto é excessivo. Cortando o que não deveria estar no filme, daria um excelente curta-metragem. Cigarros e café pululam no ambiente (outra parte interessante e só).

Baseado no livro homônimo de Stieg Larsson, o primeiro da trilogia Millenium, aborda a história de Harriet Vanger desapareceu há 36 anos, sem deixar pistas na ilha de Hedeby, um local que é quase propriedade exclusiva da poderosa família Vanger. Apesar da longa investigação policial, a jovem de 16 anos nunca foi encontrada. Mesmo depois de tanto tempo, seu tio decide continuar as buscas, contratando o jornalista investigativo da revista Millennium, Mikael Blomkvist (Michael Nyqvist), que não está em um bom momento de sua vida e enfrenta um processo por calúnia e difamação. Mas, quando o jornalista une-se a Lisbeth Salander (Noomi Rapace), uma investigadora particular nada usual, incontrolável e antissocial, a investigação avança muito além do que todos poderiam imaginar. Indicado a Melhor Atriz (Noomi Rapace), Trilha (Jacob Groth) (júri) e Filme (público) do European Film Award.

O longa segue elementos do genero comercial de ação, espionagem, conspiração, perseguição e de imagens perdidas. Ser de nacionalidade sueca é o diferencial. Há suspense em sua trilha musical, camera em estilo videoclipe, cenas rápidas e agéis para resumir a história. Uma das características do cinema sueco é falta de paciência dos seus personagens, gerando um irritado e razinza sarcasmo. A caricatura dos indíviduos mostra o quão patética é a forma de se trabalhar a trama. Há sombras, em um quase noir pretensioso, em sua fotografia, que incluem flashbacks em tom sépio. A narrativa especifica detalhes. “Há algum suspeito? – Sim, todos”, diz-se com um sensacionalismo de novela mexicana. Não recomendo.

O Diretor

“O meu filme será sempre para público de cinemas “art house”, e nunca conquistará a totalidade do mercado americano”

“Um dos filmes que mais me marcou como realizador foi “La passion de Jeanne d’Arc” do dinamarquês Carl Theodor Dreyer. É um filme mudo de 1928, considerado por vezes um dos melhores filmes de todos os tempos. Foi o primeiro filme a utilizar “close-ups”. Sou também um grande fã de John Cassavetes e, num registo mais comercial, de Ridley Scott. Adoro o “Blade Runner”, é um dos melhores filmes alguma vez feitos. Gosto muito também de “Gladiator” e “Black Hawk Dawn”.”

“”Portland” foi um filme chocante quando saiu. Quando foi exibido no festival de Berlim, criou muita comoção. Mas não me vejo como um realizador no limite, de todo. Faço filmes em todos os géneros e registos.

“Fiz há uns anos um drama de época chamado “The Dream” que venceu um prémio em Berlim, e já realizei inclusive filmes para crianças”

“O que posso dizer é que sou um realizador muito virado para o realismo. Gosto de filmes baseados em história reais, e abordo-os com realismo. As realidades que caracterizo é que são muito violentas, e como realizador quero transparecer a sua verdade. Mas não é um estilo meu, a violência”

  • Já vi que o critico aí não entende nada de cinema. Aposto que se tivesse perseguições de carros e tiroteios a lá hollywood o sujeito aí iria elogiar . Concordo com o anônimo . Uma jóia do cinema sueco

  • O filme é ótimo. Fazia tempo que não via um filme de suspense que me prendeu a atenção até o fim.O problema é que as pessoas estão se acostumando com os filmes ruins que andam aparecendo ultimamente e quando aparece um filme com conteúdo, interessante não sabem assistir.

  • O critico deve ser mais um fã de hollywood… e só deve dar valor aos filmes americanos onde carros e tiroteios dão o tom do filme.
    O LIVRO É ÓTIMO E O FILME É BOM.
    Divertimento garantido.

  • Parecido com o Código da Vinci? mas que filme que tu assistiu? o filme é bom e não tem nada haver com o código da vinci.

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