Ficha Técnica

Diretor: Kathryn Bigelow
Elenco: Jeremy Renner, Anthony Mackie, Brian Geraghty, Guy Pearce, Ralph Fiennes, David Morse, Evangeline Lilly.
Produção: Kathryn Bigelow, Mark Boal e Nicolas Chartier
Roteiro: Mark Boal
Fotografia: Barry Ackroyd
Trilha Sonora: Marco Beltrami e Buck Sanders
Distribuidora: Imagem Filmes
Duração: 131 minutos
Ano: 2008
País: EUA
COTAÇÃO: BOM

A opinião

“A guerra é uma droga”, inicia a trama de um grupo de soldados em guerra que conta os dia para retornar para casa, mas o excesso de ocorrências faz com que a jornada fique mais difícil. As forças armadas sempre precisam de soldados para diferentes tarefas. Eles desejam o fim da guerra, mas isso nunca acontece. O grupo desativa bombas em Bagdá pelos olhares desafiantes dos moradores do local. Em algums momentos utilizam robôs para realizar o seu trabalho, em outras precisam ‘salvar’ os mesmos. Os atores famosos podem ou não sobreviver, como é o caso de Guy Pearce, que logo de imediato explode.

O ambiente é apresentado por cameras, quase documentais, não convencionais. Há a interação quando o nervosismo das imagens correm como se fossem personagens. A descrição detalhada e precisa, com uma fotografia subjetiva, dos acontecimentos reverbera na decisão das ações pressionadas por uma altivez do poder. A narrativa revela o real tempo das ações com suas imagens desérticas, vazias e perdidas.

“Todo mundo se acovarda por alguma coisa”, diz-se expressando um sentimento majoritário de arrogância ingênua e alienada do medo não real, mas imposto e repaginado, mostrando o despreparo dos soldados em situações limites e desconhecidas. Eles gastam energias desnecessárias no exagero das palavras e atos. O grito é quase frequente.

Quando um soldado corajogo, calmo, com carisma e paciência para humanos relacionamentos – perceber o que o outro pensa e o porquê de agir daquele jeito – assumi o controle sozinho, os outros assustam-se, acordam a defensiva pessoal ciúme e da sensação de estar sendo passado para trás. Os diálogos superficiais não ajudam, mas fornecem a base do que se quer transmitir.

Tudo pode fazer matar ou morrer. O terror de pessoas que acreditam em algo quje já não se sabe. Se a elas for perguntado o motivo da luta, repetem a mesma cartilha clichê que não pensa. A guerra conduz-se por dois lados radicais que não desejam abrir mão de seus direitos e ou querem os direitos alheios. A imposição dessas regras é massificada por mentes inteligentes e estratégicas às mentes fracas, limitadas e já mortas. As questões são diversas: religiosas, limitrofes e ou pelo simples pensamento da diferença.

Ser negro, judeu, mulher ou branco. Busca-se qualquer vertente, qualquer tentáculo para provar a tese do ‘eu estou certo, vamos atacar’. Bombas nucleares ativas, petróleo e até mesmo a nossa tão querida floresta amazônica que já possui uma base americana.Como todo filme, há as tão repetitivas piadas genéricas. “Seja esperto, tome decisões”, diz-se quando um soldado envolvido com a adrenalina e a cobrança precisa realizar seu trabalho: desativar bombas. “Vocês estão muito pilhados”, constata-se do eterno estado de vigília.

“A melhor maneira de desarmar uma bomba é a de não morrer”, enquanto esperam o rodízio de soldados que dura um ano. Expoe a guerra de cada um, a mínima autoridade de poder e a superação de obstáculos impossíveis e mortais.

A crítica mundial está ovacionando e aplaudindo o filme de pé. Ganhou vários prêmios de várias categorias importantes, incluindo uma indicação de melhor filme para o Globo de Ouro de 2010. No Brasil, foi lançado diretamente em DVD, em abril de 2009.

A conclusão é de ser mais um filme sobre guerra. Não acrescenta nada, além de suas cameras inventivas e questionamentos sobre a guerra. Nada que o espectador já não tenho visto ou sentido. É uma guerra real, quase documentário, que ‘prende’ a atenção de quem assiste. Portanto é um bom filme, com seus momentos sensacionalistas, sentimentais e de um amadorismo que precisa da condescendência do outro lado da tela.

A Diretora

Kathryn Ann Bigelow (San Carlos, Califórnia, 27 de Novembro de 1951) é uma cineasta norte-americana. Foi casada com o diretor, produtor e roteirista canadense James Cameron de 1989 a 1991.Esta cineasta norte-americana, de 58 anos, nasceu na Califórnia, graduou-se em Artes e ensinou no Instituto de Artes da Califórnia. Fez pós-graduação em Cinema na Universidade de Columbia, em Nova York. Estreou na carreira cinematográfica com um curta, “The Set-Up” (1978). Seu primeiro longa foi “The Loveless” (1982).

Estreou na Tv com o episódio 4 da série “Wild Palms” (1993). Foi indicada ao Globo de Ouro 2010 nas categorias Melhor Filme e Melhor Diretor, “Guerra do Terror” (2009). Ganhou o OFCS 2010 de Melhor Filme e Melhor Diretor, por “Guerra ao Terror” (2009). Ganhou o 15º Critics Choice Movie Awards de Melhor Filme e Melhor Diretor, “Guerra ao Terror” (2009). Ganhou o L.A. Critics Association Awards de Melhor Filme e Melhor Diretor, por “Guerra ao Terror” (2009). Recebeu duas indicações ao Globo de Ouro 2010 de Melhor Filme- Drama e de Melhor diretor, por “Guerra ao Terror”(2009).

Filmografia

1982- The Loveless
1987- Quando Chega a Escuridão
1990- Jogo Perverso
1991- Caçadores de Emoção
1995- Estranhos Prazeres
2000- Peso da Água
2002- K – 19: The Widowmaker
2009- Guerra ao Terror

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