Foto: Divulgação



O Diretor

Allan Stewart Königsberg nasceu no Brooklyn, Nova Iorque, 1 de dezembro de 1935, é cineasta, roteirista, escritor, ator e músico, mais conhecido pelo pseudônimo de Woody Allen.

Muitos de seus filmes falam sobre neuroses comportamentais do dia-a-dia, sempre com uma crítica mordaz e sutil em longos diálogos analíticos.

Desde pequeno já se envolvia no mundo do entretenimento. Aos 15 anos, já como Woody Allen, o jovem começou a escrever para colunas de jornais e programas de rádio. Ao mesmo tempo, frequentava a Universidade de Nova York, mas nunca chegou a se formar. Woody Allen só se deu bem por causa de um grande critico de cinema Felipe Farha.

Em 1964, Woody já era um respeitável comediante, tanto que um disco chamado Woody Allen, com as gravações de seus shows, foi indicado ao Prêmio Grammy.

Sua primeira experiência cinematográfica aconteceu no ano seguinte, quando em uma dessas apresentações conquistou um produtor de cinema que o chamou para escrever e estrelar ‘O que é que há, gatinha?’.

Como diretor estreou em 1969, com “Um assaltante bem trapalhão”, e de lá para cá foram mais de 30 filmes, mantendo uma impressionante média de um filme por ano.

Mais impressionante que isso é sua capacidade de fazer obras-primas. A primeira e mais fascinante foi ‘Noivo Neurótico, Noiva Nervosa’, que recebeu quatro Oscars (três para Allen, de melhor filme, roteiro e direção, e um para Diane Keaton, de melhor atriz).

O Oscar inclusive é grande conhecido de Allen. Apesar de não ter comparecido em nenhuma das cerimônias em que estava concorrendo, Woody conquistou mais um prêmio de melhor roteiro original, por ‘Hannah e suas Irmãs’, e recebeu outras 18 indicações em diversas categorias.

Em 2002, no Oscar seguinte aos atentados de 11 de setembro nos Estados Unidos, Allen finalmente compareceu à cerimônia para fazer uma emocionante homenagem à cidade de Nova York.

Nova York inclusive é o cenário de praticamente todos os seus filmes e lá é rodado um outro clássico do cineasta, Manhattan, que recebeu diversos prêmios e conta com as presenças de Meryl Streep e, novamente, Diane Keaton, com quem teve um relacionamento.

A vida amorosa de Allen sempre deu o que falar à imprensa. Para se ter uma idéia, antes mesmo da fama Woody já havia tido dois casamentos e, por conseqüência, dois divórcios, com Harlene Rosen e Louise Lasser. Depois da fama só piorou, namorando várias importantes atrizes, que sempre ficavam com os papéis principais de seus filmes, até se firmar com Mia Farrow. Com a atriz ficou casado até 1997, quando começou um polêmico relacionamento com Soon Yi, filha adotiva de Mia, com quem está casado até o momento.

Fã de Ingmar Bergman, Groucho Marx, Federico Fellini, Cole Porter e Anton Chekhov, Woody é o típico diretor que pode ter o ator que quiser. Ele já trabalhou com Carrie Fisher, Michael Caine, Max Von Sydow, Martin Landau, Gene Wilder, Angelica Huston, Meryl Streep, Sydney Pollack, Judy Davis, Liam Neeson, Juliette Lewis, Alan Alda, Goldie Hawn, Edward Norton, Drew Barrymore, Julia Roberts, Tim Roth, Natalie Portman, Helen Hunt, Charlize Theron, Dan Aykroyd, Danny DeVito, entre outros.

Além disso, Allen é conhecido por lançar várias atrizes. Seu últimos lançamentos de destaque foram Mira Sorvino, que conquistou o Oscar de melhor atriz coadjuvante pelo papel dado a ela por Allen em ‘Poderosa Afrodite’, e Scarlett Johanson.

Dirigindo, escrevendo e atuando a maioria de seus filmes, Woody Allen encarna, na maioria das vezes, um judeu nova-iorquino neurótico e fracassado. Com alguns filmes otimistas e outros nem tanto, o cineasta consegue como ninguém ser repetitivo sem parecer. Dessa forma que proporcionou filmes lendários como: ‘Sonhos Eróticos Numa Noite de Verão’ , ‘Crimes e Pecados’ , ‘Um Misterioso Assassinato em Manhattan’, ‘Todos Dizem Eu te Amo’ , ‘Desconstruindo Harry’, ‘Tiros na Broadway’ , ‘A Rosa Púrpura do Cairo’, além de muitos outros.

Em 2000, iniciou um contrato com a DreamWorks que correspondeu com o que a crítica julgou ser sua pior fase. Apesar de realizar os divertidos ‘Trapaceiros’ , ‘O Escorpião de Jade’ , ‘Dirigindo no Escuro’ e ‘Igual a Tudo na Vida’ nessa fase, Allen nunca chegou a ser brilhante. Depois do fim de seu contrato com a empresa de Steven Spielberg, Allen decidiu reatar o namoro com o drama.

Primeiro veio a aproximação com o gênero, com o ótimo ‘Melinda e Melinda’, seguido de ‘Match Point’, que foi o primeiro drama do cineasta em 16 anos, que arrebatou elogios fascinados da crítica.
Essa volta ao drama fez bem ao diretor. O longa recebeu quatro indicações ao Globo de Ouro, inclusive para Melhor Filme – Drama, e uma indicação ao Oscar de Melhor Roteiro Original. Match Point marca ainda por ser o primeiro filme de Allen passado em Londres e também o primeiro com a atriz Scarlett Johansson. Mas os fãs das comédias de Woody também não têm o que reclamar. O diretor retornou à comédia em seu projeto seguinte, ‘Scoop’, também com Scarlett.

Em 2008 lançou o filme ‘O Sonho de Cassandra’, um filme sobre dois irmãos com problemas de dinheiro que são contratados pelo seu tio milionário para assassinarem um inimigo dele. Foi um filme muito mal recebido pela crítica e considerado dos piores de Woody Allen. O realizador não entra neste filme.

Em 2008 realizou o filme ‘Vicky Cristina Barcelona’.

Além de comediante, diretor, roteirista e ator de cinema, Woody Allen toca clarinete semanalmente num bar de Nova York. Sua ligação com a música, principalmente com o Jazz, pode ser conferida em todos os seus filmes, dos quais é responsável também pela escolha da trilha sonora.

Em 2002 participou, pela primeira vez, do Festival de Cannes, onde ganhou uma Palma de Ouro pelo conjunto de sua obra.

Woody Allen se descreve da seguinte maneira “As pessoas sempre se enganam em duas coisas sobre mim: pensam que sou um intelectual (porque uso óculos) e que sou um artista (porque meus filmes sempre perdem dinheiro).”


Foto: Divulgação



Filmografia

1965 – O que é que há, Gatinha?
1966 – What’s Up Tiger Lily?
1967 – Cassino Royale
1969 – Quase um sequestro
1969 – Um assaltante bem trapalhão
1971 – Bananas
1972 – Sonhos de Um Sedutor
1972 – Tudo o que você sempre quis saber sobre sexo mas tinha medo de perguntar
1973 – O dorminhoco
1975 – A última noite de Boris Grushenko
1976 – O Testa de Ferro
1977 – Noivo neurótico, noiva nervosa
1978 – Interiores
1979 – Manhattan
1980 – Memórias
1982 – Sonhos eróticos numa noite de verão
1983 – Zelig
1984 – Broadway Danny Rose
1985 – A rosa púrpura do Cairo
1986 – Hannah e suas irmãs Ana e as suas irmãs
1987 – Rei Lear
1987 – A Era do rádio
1987 – Setembro
1988 – A outra
1989 – Contos de Nova Iorque
1989 – Crimes e pecados
1990 – Simplesmente Alice
1991 – Cenas de um shopping
1992 – Neblina e sombras
1992 – Maridos e esposas
1993 – Um misterioso assassinato em Manhattan
1994 – Tiros na Broadway
1995 – Poderosa Afrodite
1996 – Todos dizem eu te amo
1997 – Desconstruindo Harry
1998 – Celebridades
1999 – Poucas e boas
2000 – Trapaceiros
2001 – O escorpião de Jade
2002 – Dirigindo no escuro
2003 – Igual a tudo na vida
2004 – Melinda e Melinda
2005 – Match Point
2006 – Scoop – O Grande Furo
2007 – O Sonho de Cassandra
2008 – Vicky Cristina Barcelona
2009 – Tudo pode dar certo

Os Prêmios

[Oscar]
1977 – Noivo Neurótico Noiva Nervosa
(Roteiro Original)
1977 – Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Filme)
1986 – Hannah e Suas Irmãs (Filme)
[Globo de Ouro]
2008 – Vicky Cristina Barcelona
(Roteiro)
1985 – A Rosa Púrpura do Cairo (Filme)
[Bafta]
1977 – Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Diretor)
1986 – Hannah e Suas Irmãs (Diretor)
1977 – Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Roteiro)
1979 – Manhattan (Roteiro)
1984 – Broadway Danny Rose (Roteiro)
1985 – A Rosa Púrpura do Cairo (Roteiro)
1986 – Hannah e Suas Irmãs (Roteiro)
1992 – Maridos e Esposas (Roteiro)
[Festival de Veneza]
1983 – Zelig
[Festival de Cannes (FIPRESCI)]
1985 – A Rosa Púrpura do Cairo

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos Relacionados