A opinião

É a segunda parte. A guerrilha com Fidel em Cuba foi aceita com a condição de que Che continuasse a lutar por outras revoluções. Não tem como separar o estilo típico do diretor. É preciso incorpora-lo. A camera continua sendo alternativa, com inovações de luz, foco e posicionamento das imagens. A fotografia, pelo seu pseudônimo, é íncrivelmente trabalhada, fornecendo o aspecto não convencional. É técnico, metódico, perfeccionista, quase pretensioso. Nesta parte, Che desaparece de Cuba e inicia um processo organizado e articulado para salvar a população da América Latina, em especial a Bolívia. A narrativa é apresentado como instrospectiva, fornecendo o tempo da criação do momento. Espera-se e traça-se o cotidiano, passo-a-passo, do início da nova fase revolucionária. Fora o início, o longa é todo estruturado na visão do crescimento. E percebe-se que não há elementos vitoriosos suficientes, mas a paixão não acaba. Como disse no ‘Che: parte 1’ é o amor do combatente que faz acreditar que a guerra pode ser vencida. “Aqui precisa-se aprender a dar ordens com respeito, como um chefe”, diz-se. O guerrilheiro arquiteta as jogadas, enviando uma carta a Sartre para uma movimentação mundial humanitária. O filme foi baseado nos diários do próprio Che, mas o roteiro não julga, não faz distinção entre quem está certo ou errado. A trama é contada pelo número de dias, que não irei dizer, senão perde a graça. “Aqui é preciso viver como se estivesse morto”, outra frase é dita deixando o filme acontecer. Mas pode-se inferir é que a guerrilha é ingênua para quem está fora dela e que necessita do elemento sorte. A camera surpreende em vários momentos. No final, é excelente. Só por isso já vale o tempo gasto de mais de duas horas assistindo a um ícone da história. Vale muito a pena ser assistido, mesmo sendo lento, repetitivo e podendo ser menor na sua duração total. Recomendo.

Ficha Técnica

Diretor:Steven Soderbergh
Roteiro: Peter Buchman, Benjamin A. van der Veen
Elenco:Benicio Del Toro, Demián Bichir, Marc-André Grondin, Catalina Sandino Moreno, María D. Sosa, Lou Diamond Phillips, Carlos Bardem, Gastón Pauls, Óscar Jaenada.
Produção: Laura Bickford, Benicio Del Toro, Steven Soderbergh
Fotografia: Steven Soderbergh (como Peter Andrews)
Trilha Sonora: Alberto Iglesias
Ano: 2008
País: Espanha / França / Estados Unidos

A Sinopse

Após a Revolução Cubana, Che Guevara está no auge de sua fama e poder. Ainda assim, decide sumir, reaparecendo incógnito nas florestas bolivianas. Lá, reúne um pequeno grupo de rebeldes para ajudá-lo a expandir a mensagem revolucionária por toda a América Latina. No entanto, ele perde suas linhas de comunicação e sofre com a falta de suporte local. Quando a CIA se aproxima, percebe que esta pode ser sua mais perigosa campanha e que, para realizar a Grande Revolução, deve estar preparado para sacrificar a própria vida. Melhor Ator para Benicio del Toro no Festival de Cannes 2008.

O Diretor

(LEIA POSTAGEM ESPECIAL SOBRE O DIRETOR)

O Ator

Benicio Monserrate Rafael del Toro Sánchez nasceu em San Juan, 19 de fevereiro de 1967) é um ator porto-riquenho. Foi o segundo ator de Porto Rico a conquistar um Oscar de Ator Coadjuvante, pelo filme Traffic, em 2001, da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, após Rita Moreno, pelo qual também recebeu o Globo de Ouro daquele ano. E interpretando Ernesto Guevara no filme Che, ganhou o prêmio de melhor ator no Festival de Cannes e o Goya 2009.

Filmografia

1988 – Pee-Wee – Meu Filme Circense
1989 – 007 – Permissão para Matar
1991 – A Lua dos Amantes
1991 – Unidos Pelo Sangue
1992 – Cristóvão Colombo – A Aventura do Descobrimento
1993 – Sem Medo de Viver
1993 – Dinheiro, pra que Dinheiro?
1993 – Ovos de Ouro
1994 – O Preço da Ambição
1995 – Os Suspeitos
1995 – Fallen Angels, Good Housekeeping
1996 – Basquiat – Traços de uma Vida
1996 – Duplo Engano
1996 – Cannes Man
1996 – Estranha Obsessão
1996 – Os Chefões
1997 – Excesso de Bagagem
1998 – Medo e Delírio em Las Vegas
2000 – Snatch – Porcos e Diamantes
2000 – A Sangue Frio
2000 – Traffic
2000 – Pão e Rosas
2001 – A Promessa
2003 – 21 Gramas
2003 – Caçado
2005 – Sin City – A cidade do pecado
2007 – Coisas que perdemos pelo caminho

Próximo Filme

2009 – The Wolf Man

  • Olá Fabrício!!!! Antes de mais nada, PARABÉNS pelo Blog!!!!!! Gostei muito dos textos e das coberturas feitas!!!! Só senti falta de uma coisinha nele… Dar notas aos filmes assistidos… Acho interessante a postagem dessa opinião também… É só uma pequena sugestão que não influencia em nada a ótima impressão que tive deste BLOG!!!! Continue assim… Abração.

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