A opinião

É um filme sobre o cotidiano (com os seus problemas) de trabalhadores de uma fábrica iraniana de borracha. A narrativa, com uma fotografia digital em preto-e-branco, fica no meio de mostrar as ações, elemento muito importante, quase detalhista, diretas e ações com o tempo próprio de cada coisa acontecer, como o esquentar de uma água, fritar os ovos e fazer o jantar. O longa compara os que trabalham na empresa às máquinas. No mundo atual, globalizado por marcas DKNY e Kenwood, a repetição tornou-se uma constante. O filme remete a “Tempos Modernos”, de Chaplin. Coloca a camera, observadora, para que o espectador veja as ‘rachaduras’ de uma sociedade radical, machista, ingênua, presa em tradições antigas deturpadas, e que ainda possui a figura do dote. Da compra, venda e da dominação do sexo feminino. Muda-se a cor da exibição quando cerejas são mencionadas. Ora real, ora fantasiosa. O desespero cria ações desesperadas, fazendo assim que idéias infantis e sem sentido pululem a mente de indivíduos fracos e covardes. Os diálogos são encenados e dramáticos. No geral, é chato, lento e querendo ser um filme sério, mas o máximo que consegue é a inexperiência.

Ficha Técnica

Direção:Payman Haghani
Roteiro:Payman Haghani, Hamid-Reza Keshani
Elenco:Hassan Pourshirazi, Asha Mehrabi, Reza Afshar, Hamed Behdad
Fotografia:Farshad Mohammadi
Montagem:Behrang Sanjabi
Música:Javad Safari
País:Irã
Ano:2009

A Sinopse

Rezo é um sujeito simples e trabalhador, porém incapaz de satisfazer sua mulher sexualmente. Em um tribunal familiar, ele é condenado a pagar uma quantia relativa ao seu casamento à esposa, que quer o divórcio. Determinado a cumprir a sentença e preservar sua dignidade, ele pensa em todas as maneiras possíveis de juntar tanto dinheiro em tão pouco tempo. Ao se lembrar de um colega da fábrica que perdeu seus dedos durante o trabalho e recebeu uma considerável indenização por isso, Rezo começa a preparar seu plano.

O Diretor

Nasceu em 1982, no Irã. Ingressou na universidade no curso de física, mas abandonou dois anos mais tarde, quando começou a se envolver com cinema. Em 2001, dirigiu seu primeiro filme, o curta Cell No.3. Três anos mais tarde, começou a estudar realização cinematográfica. Além do curta de estréia, dirigiu um média-metragem de ficção e dois documentários. Também trabalha como fotógrafo e montador. Este é seu primeiro longa de ficção.

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