A opinião

O filme é sobre os críticos. Uma metalinguagem que mostra esse universo. A crítica da crítica. Filmado em preto-e-branco, com uma fotografia espetacular, aborda um personagem que busca o emprego como crítico, não sendo jornalista, num jornal. “Por não ser jornalista, escrevo artigos melhores”, assim conseguiu o emprego. É encaminhado ao cinema. Só que tem um detalhe? Ele não gosta e não entende quase nada. Ambienta uma atmosfera noir de filme antigo francês, mas não é atemporal por causa dos detalhes modernos, como notebook e o cd do grupo ‘Air’. “Tente achar algo legal no filme para colocar no jornal”, pede o patrão. A namorada rebate “Você escreve de um jeito, eles se acostumarão”. O filme é bem feito. Para ter inspiração na hora de escrever, ele remete ao plágio de uma revista. E assim a história vai acontecendo e encantando. Inicia uma trajetória de conhecimento por pesquisas. Há uma troca de informações preciosos que parece ser de um lado só. É o cinema das opiniões céticas e com todas as manias. São referências de filmes sobre filmes para filmes portodos os lados, repleto de frases que levam ao pensamento e a própria crítica. “Aprendemos melhor quando estamos motivados”, diz-se. Para gostar de uma coisa, cinema por exemplo, tem que acreditar e estar disposto a aprender e a gostar. Os críticos são frios, diretos e não gostam de se expor, realizando seus trabalhos com um técnica radical. “Eu tenho que te educar, meu rapaz”, outra frase. Não usarei mais frases por ser quase todo ele absorvido. Precisa-se assistir. Ele precisa que outros digam o que se deve pensar e julgar. “Quando se gosta menos, é o que de verdadeiro é”, mostra a naturalidade. É um filme extremamente interessante, pessoal e subjetivo. Extremamente maravilhoso. Adorei. Quero assistir mais não sei quantas vezes.

Ficha Técnica

Direção:Lionel Baier
Roteiro:Lionel Baier
Elenco:Robin Harsch, Natacha Koutchoumov, Bulle Ogier, Elodie Weber
Fotografia:Lionel Baier
Montagem:Pauline Gaillard
Música:Karol Szymanowski
País:Suíça
Ano:2008

A Sinopse

François e sua namorada Christine acabam de se mudar para um vilarejo no interior da Suíça. Mesmo não sendo jornalista, ele arranja um emprego num pequeno semanário local, onde escreve críticas sobre os filmes exibidos no único cinema da cidade. Sem saber o que dizer dos filmes, copia os textos de uma revista especializada publicada em Paris. Numa viagem de trabalho François conhece Rosa, crítica de cinema bem-sucedida. Ela logo se interessa pelo novato, e um jogo de erotismo e poder se inicia entre os dois, mas os plágios e a traição de François têm os dias contados.

O Diretor

Nasceu em 1975, na Suíça. Em 1992 tornou-se programador e gerente de cinema e em 1999 formou-se em Letras na Universidade de Lausanne. Desde 2002 dirige o Departamento de Cinema da Escola de Arte de Lausanne. Após dirigir diversos curtas-metragens, entre eles o documentário Mon père, c’est un lion (2002), em homenagem ao cineasta Jean Rouch, realizou seu primeiro longa, Garotinho Bobo (2004), exibido no Festival do Rio 2006.

O Ator

Robin Harsch nasceu em 1977 em Geneva. Aluno da ECAL (École Cantonale d’Art de Lausanne). Diretor de vários curtas-metragens e ator, com estaque para Garotinho Bobo.

  • Fabricio,
    meu nome é Angelo e nos conhecemos no primeiro dia do festival desse ano, no Odeon. Estava com a minha esposa e você nos falou do seu blog. Por falta absoluta de tempo, só hoje pude entrar no seu blog e, desde já, lamento não ter entrado antes. Seu blog é bom pra caramba!!!!! Belo trabalho!! Meus parabéns!!!
    Voltarei a esse espaço mais vezes.
    Sucesso!!!

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