Por Fabricio Duque
Só quem aluga filmes numa locadora e já observou as pessoas ao redor, sabe que as situações são mais que normais. É um filme de amigos e de clientes de uma locadora. É uma grande brincadeira trash com histórias de frequentadores (cúmplices), ambientando um estilo quase universitário, sendo interativo em vários momentos. A camera (comportando-se como uma camera de segurança) observa. É um filme celular. De um único take. Simples e com humor, ora divertido demais, ora óbvio e patético. A diversão é o ponto alto do longa. Não tem como não referenciar aos filmes “O balconista” de Kevin Smith e “Rebobine por favor” de Michel Gondry. É essa a atmosfera. A filmagem foi feita numa única madrugada, dia 3 de julho de 2008, entre 22h e 11h30 do dia seguinte, com um gasto mínimo. Baseado em historias acontecidas na locadora Cavideo nesses ultimos 12 anos. As interpretações são exageradas, beirando o ‘tosco’ algumas vezes. Mas a idéia é legal. “Balconista tem que saber de cinema, ser simpático e psicologo”, diz-se. Pois é, balconista sofre convivendo com os tipos mais variados e subjetivos.
Notas do Diretor Pedro Monteiro
“Em maio, num barzinho encontrei o Cavi e disse que ia escrever. Ele concordou. É uma honra estrear o nosso primeiro longa na cidade do Rio de Janeiro. Aos loucos e apaixonados por cinema”
Notas do Diretor Cavi Borges
“É uma enorme felicidade o filme ter sido selecionado (neste momento ele se emociona), realmente é uma vitória. Quero dedicar aos 26 balconistas que passaram pela Cavideo. O filme é muito gostoso e engraçado”
“Meu filme é uma especie de continuação da serie MATEUS, O
BALCONISTA que fiz para os celulares do OI TV MOVEL. Alguns episódios podem ser vistos no YOUTUBE. O longa ja foi exibido nos celulares da OI. Acho que foi o primeiro longa feito para ser exibido nos celulares”
“O filme faz parte de um projeto multimídia que tem por objetivo utilizar todas as plataformas possíveis de exibição: o celular, a internet, o ipod, a TV, o DVD e o cinema”
“É uma produção da Cavideo junto com a CIA BRASILEIRA DE CINEMA BARATO criada por Marcelo Yuka que objetiva produzir, distribuir e exibir da forma mais barata. Tentando se aproveitar das novas tecnologias para alcançar o máximo de pessoas possíveis. Tentar democratizar nosso cinema”.
Ficha Técnica
Direção:Cavi Borges e Pedro Monteiro
Roteiro:Cavi Borges e Pedro Monteiro
Elenco:Mateus Solano, Gregório Duvivier, Paula Braum, Miguel Thiré, Alamo Facó, Saulo Rodrigues, Pedro Monteiro e outros
Fotografia:Paulo F. Camacho
Montagem:Paulo F. Camacho
Música:Paulo F. Camacho
País:Brasil
Ano:2009
A Sinopse
Um dia muito louco de um balconista de uma locadora.
Os Diretores
Cavi Borges é cineasta, fundador da locadora Cavídeo e atuante em projetos de cineclubes e distribuição de filmes. Já dirigiu 12 curtas e o longa documentário L.A.P.A, e produziu outros 25 curtas.
Pedro Monteiro é ator e dramaturgo da peça “Os Ruivos” e da série “Mateus o balconista”.
O Ator
Mateus Solano Schenker Carneiro da Cunha (Brasília, 20 de março de 1981) é um ator brasileiro, que se tornou conhecido após interpretar Ronaldo Bôscoli na minisserie da Maysa – Quando Fala o Coração. Começou a sua carreira no teatro, e também fez participações em séries como Sob Nova Direção, Faça Sua História e Casos e Acasos mas foi só como a sua participação na minisérie Maysa – Quando Fala o Coração, interpretando Ronaldo Bôscoli, que ganhou destaque. Depois da minisérie, entrou para o elenco da novela Viver a Vida de Manoel Carlos, também autor de Maysa – Quando Fala o Coração, como os gêmeos Jorge e Miguel que tem personalidades muito diferentes. Também fez o filme Linha de Passe como Marcelo, de 2008.
  • Ótimo filme! Consegui assistir ontem (06/10)no Ponto Cine.
    É incrível como se pode fazer um bom trabalho com pouco dinheiro, pouco tempo, originalidade, migrar entre diferentes mídias e provavelmente ser exibido no circuito de cinema (o diretor falou que estão se movimentando pra isso).
    Tudo é muito simples e eficiente. Do cenário, que é uma locadora real, aos episódios em que se basearam pra contar as histórias e o resultado final que é engraçado e recompensador.
    Outro detalhe que achei interessante foi a câmera, que faz o espectador se sentir um "bisbilhoteiro",olhando as situações pelo "olho mágico" de uma porta, por onde o observado, consciente do que está acontecendo, busca no observador o apoio pras suas ações.
    A grande surpresa acontece logo após os créditos, na cena agregada aos 3 minutos finais feita especialmente para o Festival, reclamando de forma inusitada da ausência do diretor Tarantino convidado para o evento.
    Torço pra que mais pessoas possam ver esse grande trabalho, que na minha opinião, merece estar no circuito muito mais do que algumas "coisas" que nos empurram.

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