Filipe Gontijo nasceu em 1980, em Brasília. Estudou publicidade na Universidade de Brasília de 2000 a 2005. Em 2006, seu curta-metragem A Volta do Candango conquistou o prêmio de Melhor Diretor no Festival de Brasília. É um dos fundadores da TV Universitária de Brasília e trabalha como roteirista e diretor de videoclipes e comerciais.

A Entrevista

Como surgiu a idéia?

“Fui pesquisando e descobri essa tecnologia no Rio de Janeiro. Chama-se powervote. Os controles são pequenos, com botões contendo números de 1 a 10. Geralmente, ele é usado em seminários e palestras. Como estávamos querendo um sistema diferenciado para apresentar o filme no festival, já que temos a oportunidade de alcançar um público maior, achei que esse era o formato ideal”.

Qual foi a inspiração?

“O cénário é a gruta da família, a qual tive várias idéias para histórias. O personagem de Tomás foi baseado no conto As Armas Secretas, do argentino Julio Cortazar. Já Luísa se inspirou no famoso poema O Corvo, de Edgar Allan Poe, uma homenagem mais sútil. Para criar o caseiro Tião, no entanto, recorri a uma história real. Montei a trama de lembrando o caso – conseguindo uma fita da entrevista do maluco da chácara – que chocou Brasília em 2004, quando um empregado assassinou os patrões em Ceilândia”.

E o porquinho?

“O porco sempre esteve na história. Mas o que eu queria mesmo era um porco preto feio. Dadinho, o seu nome, foi treinado por mim durante três meses. Ele aprendeu duas vezes mais rápido do que o treinamento dos cachorros”.

Quanto tempo durou para ser feito?

“Foram nove dias mais um final de semana (para filmar as cenas do carro). Cortamos planos, planejamos tudo, finalizando com 1h30 (incluindo as cenas repetidas). Parei de fazer as contas das combinações. Preferi mais diversão, menos matemática. A continuidade foi bem díficil por termos filmado rápido. Escrevi em 2005 / 2006. Esperei um ano pra terminar. O lugar foi a Gruta da Lapa, a 70km de Brasília”.

Quanto custou o filme?

“Mais ou menos 35 mil, incluindo do meu próprio bolso e patrocínio. Todos os que participaram do filme foram pagos”.

Sobre os finais?

“Todos já estavam definidos. Uma opção para assistir uma coisa diferente. São onze finais. É o que o povo quer ver”.

Sobre as sessões coletivas com público?

“É bem melhor do que jogar sozinho. Nós damos mais chances de vida”.

Sobre a divulgação do filme?

“O filme é para baixar e ou comprar a baixo custo. Vamos colocar interativo no Youtube também. O objetivo é levar também para outros lugares que não possuem opções”.

Próximo projeto?

“É um aventura comédia”.

  • Vou comentar aqui sobre o cara em si. Quando acabou a sessão reparei que ele, o dito cujo diretor brasiliano aqui entrevistado, estava bem perto de mim conversando com algumas pessoa, aproveitei e fui fazer as minhas prguntas técnicas sobre a filmagem e tal.
    Papo vem papo vai ele se empolgou com o grupo, que logo se formou a nossa volta, poucas pessoas e todas muito animadas, e resolveu que mostraria um dos finais alternativos ali e agora, mas infelismente o projecionista já havia ido emmbora 🙁
    Mas só do cara se dispor, já achei o maior barato.
    Super acessivel, criativo, empenhado, tudo de bom esse menino, espero o que vier dele!!!!
    beijos
    Natália Bittencourt (Pirulita)

  • Caara! Conheci esse Diretor uma vez! Sou atriz Veterana muito conhecida no meio, e ele me prometeu um papel de protagonista de um filme onde eu seria a Sargenta! Usaria umas roupas Camufladas! Acho que o nome seria: "A VOLTA DA SARGENTA PINCEL"! E ai Diretor Felipe??? Tô esperando até hoje! Aguardo ansiosa o seu contato!

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