A opinião

Quando as pessoas dizem que o primeiro filme de diretor deve ser passado a mão na cabeça, em contrário digo que há primeiros filmes maravilhosos, portanto não se deve generalizar. O diretor tem que ser competente. É o caso deste. A trama é uma grande brincadeira com o espectador. Nunca se sabe nada, e quando acha que sabe, a reviravolta acontece. Depois novos acontecimentos são apresentados mudando o rumo da história. É um jogo que as peças vão sendo montadas. É genial como manipula o entendimento. Todos os personagens são cúmplices. Várias versões modificam, voltam e aceleram repetindo ou não o roteiro. As interpretações são excelentes, realistas e com aprofundamento. Quem assiste é enganado o tempo todo, não há como prever. Não posso contar nada, senão estragará toda a brilhante surpresa. Um ator pode destruir a vida e a imaginação usando a persuasão perfeita. Acreditar na imposição cria o poder. Os olhos dos personagens encenam sendo dirigidos como atores pelo patrão que não está nem aí para eles. Há muito tempo que não vejo um roteiro tão bom. É inteligente. Quem é melhor ator na vida ou na ficção leva sempre a vantagem. Pronto, já disse muito.

Ficha Técnica

Direção: Mathias Gokalp
Roteiro: Mathias Gokalp e Nadine Lamari
Elenco: Jean-Pierre Darroussin, Denis Podalydès, MélanieDoutey, Pascal Greggory, Zabou Breitman, Bouli Lanners, FrédéricBonpart, Dimitri Storoge, Samuel Ferret, Richard Chevalier, MichelTrillot, Franck Richard, Julie R’Bibo, Gautier About, Eric Larzat
País: França
Ano: 2009

A Sinopse

Para o lançamento de seu mais novo produto, a companhia farmacêutica Muller promove uma grandiosa confraternização, convidando todos os seus funcionários. No entanto, conforme a noite avança, as comemorações são interrompidas por um exercício de dinâmica de grupo ao qual todos os presentes são convocados a participar, e o verdadeiro objetivo do evento é revelado: trata-se de um treinamento para o novo quadro de pessoal da empresa. Os boatos de que a companhia está para ser vendida em breve se confirmam, levando todos ao desespero. Semana da Critica do Festival de Cannes 2009.

O Diretor

Nasceu em 1973, na França. Estudou letras em Paris e realização no Instituto Nacional Superior de Artes do Espetáculo de Bruxelas. Dirigiu diversos programas para a televisão, além de documentários e curtas-metragens. Com Le Droit chemin, ganhou o prêmio SACD na Quinzena dos Realizadores de Cannes em 2004. Paralelamente, trabalhou também como educador e orientador em oficinas pedagógicas de cinema. Este é seu primeiro longa-metragem.

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