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A opinião

É o novo longa do diretor que dirigiu um dos episódios do filme “Tokyo!”. Começa com um roteiro bobinho, comum e até meio patético, com elementos de graça irônica. Há um crescimento passo a passo da história. O entendimento aparece. Somos conduzidos para dentro do filme, sofremos e ajudamos a luta da mãe para salvar seu filho único. Até que ponto uma progenitora chega para protegê-lo. A relação dos dois é de cumplicidade, com o cuidado excessivo dela, não julgando os deslizes alienados dele. Não há moral. Os outros são apresentados como idiotas por ridicularizarem um acontecimento. As pessoas são massificada pelo que os outros mais poderosos determinam.

Cria-se um descaso geral com o próximo. A personagem da mãe cresce de tão forma que vivenciamos o seu desespero ingênuo, sem conhecimento e com a força necessária para levar às últimas consequências os seus atos. Surpreende e cria uma sensação de esgotamento nervoso na cadeira do cinema e um ‘bolo’ na garganta. O filme é muito sensível. A interpretação é da mãe. O filme é dela, tanto que o nome que o diretor deu é esse. O final chega e achamos o início lírico real. Gostaria de entender o poder que os cineastas coreanos possuem para manipular as emoções dos que estão assistindo. Usam e abusam de metáforas. E mesmo assim fazem um ambiente condizente com tudo que é apresentado. Frases do filme “Feijão e arroz é comida de presidiário… Não confie em ninguém, nem em mim”. Recomendo o épico maternal, pode confiar.

Hye-ja é viúva e dedica a vida a seu único filho Do-joon que, apesar de ter 28 anos, é totalmente dependente dela. Quando o corpo de uma meninaé encontrado num prédio abandonado próximo à sua residência, o tímido Do-joon passa a ser considerado o principal suspeito. Mesmo sem evidências incriminatórias, a vontade da polícia em fechar o caso, e a incompetência do advogado de defesa, fazem a condenação parecer inevitável. Sem escolha, e determinada a provar a inocência do filho, Hye-ja decide encontrar o assassino sozinha. Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes de 2009.


Curiosidades da Sessão de Cinema

Uma senhora não parava de conversar com uma outra pessoa. Um rapaz ao lado dela disse “cinema não é lugar de conversa, por que a senhora não conversa lá fora ou depois”. Ela reagiu e ele aumentou a voz. Ela calou-se e não deu um pio. Obrigado a quem for!


Ficha Técnica

Direção: Bong Joon-ho
Roteiro: Park Eun-kyo, Bong Joon-ho
Elenco: Kim Hye-ja, Won Bin
Fotografia: Hong Kyung-pyo
Montagem: Bong Joon-ho
Música: Lee Byeong-woo
País: Coréia do Sul
Ano: 2009


O Diretor

Nasceu em 1969, na Coréia do Sul. Formou-se na Academia Coreana de Cinema. Após três curtas-metragens, dirigiu em 2000 o seu primeiro longa, Barking Dogs Never Bite. Seu filme seguinte, Memórias de um Assassino, ganhou o prêmio de Melhor Diretor no Festival de San Sebastian de 2003. Em 2006, dirigiu O Hospedeiro, exibido na Quinzena dos Realizadores em Cannes e grande sucesso comercial na Coréia, com 13 milhões de espectadores.

  • Tava curiosa pra saber se vc tinha visto esse e o que vc falaria!

    Tb vi ontem…mas não gostei não…

    Achei que o filme não se decidiu por qual linha de roteiro seguir e virou um tremendo samba do coreano doido…se esticou demais onde não devia….

    Enfim, hj acho que vai ser melhor !!! 😛

  • Também não gostei! Achei até que o filme tinha um bom argumento. A mãe dedicada que fica tão obcecada em proteger o filho e provar sua inocencia que acaba se cegando a ponto da insanidade. Mas o filme se perde num roteiro terrivel e até risível em alguns pontos. O diretor não soube que caminho seguir. Tinha horas que parecia que o filme ia virar um thriller policial ( e tinha até bons elementos que poderiam gerar uma boa trama para isso). Em outros momentos, virava um melodrama e por fim vira um novelão. Isso sem falar que o filme é extremamente longo e tem personagens demais.

    Falei =D

    Ontem eu dei mais sorte com o Black Dynamite 😛

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