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A opinião

Segundo filme da marca “Eu te Amo”, que já teve como cenário Paris, e que o próximo será o Rio de Janeiro, conta agora sobre a “big apple”, cidade “que nunca dorme”. Em Nova Iorque, o filme apresenta curtas que se entrelaçam de diversos diretores. São complementares e cúmplices. A fotografia tem a luz acentuada nas cores. Há tipos novaiorquinos com suas manias e neuroses. Há as formas de se paquerar alguém. “Sou uma ladra, tento roubar você da sua esposa”. Há conversas com humor ácido e sensível sobre inter-culturas, com suas negociações e a fantasia do querer. Há solidão deixando o eu de cada um buscar um complemento. Há taxis representando as pessoas passando pelos lugares e por gente. Há reparação nos detalhes. Há o humor negro cruel. Desejos por dinheiro. Sexo casual. Sexo. Há a própria futilidade do lugar. Há clichês. Há prostitutas. Formaturas. Atrizes tentando ser personagens. Há imaginação. Perda. Lembranças. Novidades. “O que eu mais gosto em Nova Iorque, é que cada um veio de um lugar”, diz em um certo momento. No parque encontra-se o preconceito e a hipocrisia de um povo. O xenofobismo guardado com medo de sair. No bairro japonês, o amor poético encontra a poesia. A rua encontra o acaso com cigarros embalado por uma música de Radiohead quando se volta ao restaurante. Há amor e inovação. Relações pessoais são discutidas de um casal jovem. Há as idiossincrasias de um velho casal que diz “minha pressa é chegar antes da semana que vem”. Há tudo. Há graça. Há uma vontade de correr pra comprar as passagens. Eu senti a mesma vontade quando vi “Paris, eu te amo”. Esse filme é mais solitário e vazio nos sentimentos. Não tem como não gostar do filme. É incrível. Não se pode também referenciar o que foi e o que vai ser, por serem cidades diferentes. Cada uma tem a sua paixão e o seu jeito de levar a vida. Uma homenagem a Anthony Minghella no final. Assista logo. Recomendo.


Curiosidades da Sessão de Cinema

Corremos muito no Festival. Esquecemos de comer. Alimentamos só de filmes. Nesta sessão eu fui salvo de um vazio no estomâgo que me fez doer. O nome do salvador é Ian, que forneceu uma barra de cereais, castanha com chocolate, a minha favorita. Obrigado Ian!


Ficha Técnica

Direção: Mira Nair, Fatih Akin, Yvan Attal, Allen Hughes, Shekhar Kapur, Shunji Iwai, Joshua Marston, Natalie Portman, Brett Ratner, Wen Jiang, Randall Balsmeyer
País: França / Estados Unidos
Ano: 2009


A Sinopse

Na cidade que nunca dorme, o amor está sempre presente. Conexões humanas espontâneas, surpreendentes e eletrizantes criam um caleidoscópio que bombeia o coração da cidade. De Tribeca ao Brooklyn, passando pelo Central Park, pequenos contos dirigidos por dez realizadores de todas as partes do mundo exploram os cinco cantos de Nova York, compondo um retrato complexo e apaixonante de seu rico universo urbano.


Os Diretores

Jiang Wen nasceu em 1963, na China. Mira Nair nasceu em 1957, na Índia. Shunji Iwai nasceu em 1963, no Japão. Yvan Attal nasceu em 1965, em Israel, mas cresceu na França. Brett Ratner nasceu em 1969, nos EUA. Allen Hughes nasceu em 1972, nos EUA. Shekhar Khapur nasceu em 1945, na Índia. Natalie Portman nasceu em 1981, em Israel, mas cresceu nos EUA. Fatih Akin nasceu em 1973, na Alemanha. Joshua Marston nasceu em 1968, nos EUA. Randall Balsmeyer nasceu nos EUA.

Os Atores

Carlos Acosta … Dante
Eva Amurri … Sarah
Kevin Bacon … Tom
Jacinda Barrett … Maggie
Justin Bartha … Nova-iorquino
Jordann Beal … Garota da formatura
Himad Beg … Indiano
Rachel Bilson … Molly
Orlando Bloom … David
James Caan … Senhor Riccoli
Richard Chang … Senhor Su
Aron Charach … Jovem judeu hassídico
Jeff Chena … Bartender
Gary Cherkassky … Punk skatista
Hayden Christensen … Johnny
Julie Christie … Isabelle
Bradley Cooper … Gus
Chris Cooper (1) … Alex
Duane Nakia Cooper … Taxista haitiano (transições)
Sinsu Co … Garota misteriosa no bar
Simon Dasher … Guitarrista
Cesar De León … Dominicano
Drea de Matteo … Lydia
Eddie D’vir … Rabino
Andy Garcia (2) … Garry
Taylor Geare … Teya
Vedant Gokhale … Taxista
Ethan Hawke
Juri Henley-Cohn … Ali
John Hurt … Garçom
Andy Karl … Evan
Irrfan Khan … Mansuhkhbai
Ashley Klein … Garota da formatura
Sean T. Krishnan … Funcionário da bodega
Shia LaBeouf … Jacob
Cloris Leachman … Mitzie
Blake Lively … Namorada
Eliezer Meyer … Grão-rabino Elli
Adam Moreno … DJ Blue
Brad Naprixas … Judeu hassídico no casamento
Emilie Ohana … Zoe – vídeoartista
Loukas Papas … Cliente da pizzaria (transições)
Adam S. Phillips … Cooredor (transições)
Natalie Portman … Rifka
Nicholas Purcell … Adolescente
Maggie Q
Amy Raudenbush … Mãe
Christina Ricci … Camille
Robert d Scott … Du-Rag
Qi Shu … Chinesa
Gurdeep Singh … Badal
Olivia Thirlby
Goran Visnjic … Homem no banco de reservas
Eli Wallach … Abe
Saul Williams … Artista de rap
Robin Wright Penn … Anna
Anton Yelchin
Burt Young … Proprietário
Ugur Yücel … Pintor
Kimberly Dorsey … Garota morderna do West Village (não creditada)

Os Roteiristas

Emmanuel Benbihy … Conceito
Tristan Carné … Premissa
Hall Powell … Transições
Israel Horovitz … Transições
James Strouse¹ … Transições
Shunji Iwai … Segmento “Shunji Iwai”
Israel Horovitz … Segmento “Shunji Iwai” (adaptação)
Hu Hong … Segmento “Jiang Wen”
Yao Meng … Segmento “Jiang Wen”
Israel Horovitz … Segmento “Jiang Wen” (adaptação)
Joshua Marston … Segmento “Joshua Marston”
Xan Cassavetes¹ … Segmento “Allen Hughes”
Stephen Winter … Segmento “Allen Hughes”
Jeff Nathanson … Segmento “Brett Ratner”
Anthony Minghella … Segmento “Shekhar Kapur”
Natalie Portman … Segmento “Natalie Portman”
Fatih Akin … Segmento “Natalie Portman”
Yvan Attal … Segmento “Natalie Portman”
Olivier Lécot … Segmento “Natalie Portman”
Suketu Mehta … Segmento “Natalie Portman”
Andrei Zvyagintsev … Segmento “Natalie Portman”

História de New York

Nova Iorque é localizada no nordeste do país, é a cidade mais populosa dos Estados Unidos e uma das cidades mais importantes e influentes do mundo, já que nela está localizado o principal centro financeiro mundial, bem como a sede da Organização das Nações Unidas.

Com seus 8 milhões de habitantes, com cerca de 18,7 milhões de habitantes na sua área metropolitana, a região onde a cidade se encontra é facilmente a maior de seu país e a segunda mais populosa da América do Norte, sendo superada apenas pela Cidade do México. De fato, apenas dez Estados americanos (não incluindo o Estado de Nova Iorque) possuem mais habitantes do que a cidade de Nova Iorque. Desde sua fundação, em 1625, o local tem sido um dos principais destinos de imigrantes, vindos de todas as partes do mundo, que fizeram de Nova Iorque uma cidade altamente cosmopolita, e uma das mais diversificadas, étnica e racialmente, do mundo.

Porém, Nova Iorque, como todas as grandes metrópoles mundiais, enfrenta enormes problemas de cunho socio-econômico. Cerca de um milhão de habitantes recebem algum tipo de ajuda social, e dezenas de milhares de famílias vivendo em guetos espalhados pela cidade. Muitas pessoas, sem-tetos, são obrigadas a viverem na rua. Poluição, desigualdade socio-econômica e alto custo de vida são problemas que fizeram parte de Nova Iorque, forçando muitas pessoas a abandonarem a cidade, e migrarem para os subúrbios ou outras regiões do país. Altas taxas de criminalidade e conflitos raciais também foram grandes problemas, embora em tempos recentes, as taxas de criminalidade e o número de conflitos raciais tenham caído drasticamente, e Nova Iorque é atualmente a grande cidade mais segura dos Estados Unidos.

Apesar de seus problemas, Nova Iorque continua a ser considerada uma das cidades mais interessantes e fascinantes dos Estados Unidos – se não do mundo – por muitas pessoas, atraindo mais turistas do que qualquer outra cidade americana, sejam turistas domésticos ou internacionais. É frequentemente também considerada a cidade mais cosmopolita do mundo.

  • Fabricio, antes de mais nada, parabéns pelo espaço aqui na rede! Morei em NYC por um ano, e duas palavras suas na coluna acima me dizem que você pegou bem o "espírito" de NYC e, por conseguinte, do filme como um contexto – levo em consideração não saber se já esteve em NYC: "esse filme é mais solitário e vazio nos sentimentos". Talvez porque essa seja justamente a grande charada, aí mora o segredo de reproduzir o amor à Grande Maçã. NYC é e nos faz solitários e mais vazios, por vezes. Para finalizar, vi o filme ontem, 1/02/10, aqui em Porto Alegre, e fiquei encantado com a poesia, ainda bem que você não fez como um crítico norte-americano que, em uma obra, a qual tem amor a uma cidade no título, detona com a obra inteira porque achou um lixo romântico e poético que não reproduz exatamente o que NYC é. Por favor, em 108 minutos colocar milhões de imigrantes diferentes e representar todo um universo simbólico? E qual o mal de um pouco de romance e poesia em uma época tão carente de afetos como a nossa? Obrigado, abraços

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