A opinião

O filme é mais intenso do que o primeiro. A melhor parte do filme é a interpretação visceral e aprofundada do personagem. O ator Fábio Assunção exerce o papel muito bem. O filme tem cara de independente. Com a sua camera granulada, suja e marginal. A forma nervosa com que os ângulos são feitos ajuda no ínicio. Depois torna-se excessivo e apelativo. Usa os truques e elementos básicos de um filme de suspense policial. Toda vez que um filme nacional ou internacional envolve rituais satânicos, o resultado não fica natural. Incomoda. Não é preconceito, e sim o modo como é trabalhado o jeito de deixar real sem cair no estereótipo e no clichê. Alguns diálogos são inocentes, inexperientes e até mesmo bobos. Falta algo, principalmente a parte da cena da porta aberta. Conduz ao óbvio e assim impede ao espectador de entrar na história. Estamos vendo, não sentindo. Então o final chega. Surpreende. O filme cresce e ganha respeito.

Notas do Diretor

“O filme já é ganhador só de estar aqui. É denso, visceral, com díficil digestão”.

Ficha Técnica

Direção: Marcelo Galvão
Roteiro: Marcelo Galvão e Theodoro Fontes
Elenco: Fábio Assunção, Marília Gabriela, Caroline Abras, Rosanne Mulholland, Jack Militelo, Beto Coville (portugues), Nil Marcondes
Fotografia: Rodrigo Tavares
Montagem: Eduardo Queiroz e Theodoro Fontes
Música: Eduardo Queiroz
País: Brasil / SP
Ano: 2008

A Sinopse

Bellini é incumbido de chefiar o escritório de Dora Lobo. Porém, as coisas acabam não indo como o planejado, sem nenhum caso para resolver, contas para pagar… Entrega-se ao submundo. Nesse contexto surge uma esperança, ele é contratado por uma pessoa misteriosa para descobrir o paradeiro de um livro antigo envolto em crimes brutais. A jornalista Gala investiga a morte de uma garota assassinada no colégio, onde os indícios levam ao misterioso livro desaparecido. Prêmio de Melhor Ator no Festival de Los Angeles. Baseado no livro de Tony Belloto de mesmo nome do filme.

O Diretor

Marcelo Galvão (o de jaqueta azul na foto) é um publicitário renomado, realizou diversos comerciais premiados e colaborou em várias parcerias internacionais. É estreante na direção de cinema, e este é o seu primeiro longa-metragem.

Capa do livro que foi baseado o filme

  • Fala Fabrício é o Tiago do Odeon , uma pena o filme ter ido tão mal na bilheteria , ele tem lá seus méritos embora (spoiller) o final na minha opinião já esteja maios do que manjado e utilidazo em inúmeros filmes achei também que em certo momento perderam a mão na história deixando de lado a trama policial e virando quase um terror com foco muito grande nas cenas de macumba (fortes por sinal).Porém achei melhor que a média dos filmes nacionais que andam por ai, o filme é dificil e incomoda ,então se incomoda e causa alguma emoção(mesmo que seja repulsa) ta valendo ! Parabens pelo blog, muito bom
    Abs !

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