A opinião

A história é entrecortada. Não é linear. No ínicio confunde, aos poucos o quebra-cabeça vai sendo montado. Por isso não há aprofundamento das personagens. O roteiro mostra que esse distanciamento é por causa da dura realidade de não se ter escolhas e que sonhar talvez seja a única solução para sobreviver. O vazio das sensações incomoda, não como história, mas no espectador, e assim a diretora deixa o filme frio e técnico demais com a excelente fotografia.

Ficha Técnica

Direção: Lucía Puenzo
Roteiro: Lucía Puenzo
Elenco: Inés Efron, Mariela Vitale, Pep Munné, Arnaldo André
Fotografia: Rodrigo Pulpeiro
Montagem: Hugo Primero
Música: Andrés Goldstein, Daniel Tarrab, Laura Zisman
País: Argentina / Espanha / França
Ano: 2009

A Sinopse

Lala, moradora de um dos bairros mais ricos de Buenos Aires, se apaixona loucamente pela jovem empregada de seus pais, a paraguaia Guayi. Juntas elas fazem planos de ir morar no Paraguai, à beira do lago Ypoá, e começam a roubar tudo o que veem pela frente, guardando as economias numa caixa de sapatos. Quando a caixa enche, sentimentos desagradáveis como a raiva, a inveja e o ciúme começam a aflorar. Mas este é apenas o ponto de partida para uma fuga que as leva para a grande estrada que liga o norte da Argentina ao Paraguai, onde acontecimentos inesperados as
aguardam.

A Diretora

Nasceu em 1976, em Buenos Aires, filha do diretor Luis Puenzo (de ‘A História Oficial’ e ‘A puta e a baleia’). Doutorada em Literatura e Teoria da Crítica, é escritora e roteirista para o cinema e a televisão. Já publicou três romances, entre eles El Niño Pez (2004), e dirigiu o curta-metragem Los Invisibles (2004). Seu primeiro longa-metragem, XXY (2007), ganhou o Grande Prêmio da Semana da Crítica, em Cannes, e um Goya na Espanha.

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