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A opinião

A chuva, ora forte, ora embalada, poeticamente, pelo som de um piano, é tema de transição de estágios de vida. O inesperado é usado como terapia mútua de dois solitários tentando resolver as suas pendências de insatisfações de não saber o que fazer. É uma narrativa crescente. Temos a chuva, o encontro e a conversa. Este último servindo para desabafar ou para simplesmente ouvir a si mesmo. E quando o sol vem, o seguir em frente torna-se mais concreto. É bem dirigido, com uma fotografia desfocada pela água. Imperdível.

Ficha Técnica

Direção: Paula Hérnandez
Roteiro: Paula Hernández
Elenco: Valeria Bertuccelli, Ernesto Alterio
Fotografia: Guillermo Nieto
Montagem: Rosario Suárez
Música: Sebastián Escofet
País: Argentina
Ano: 2008

A Sinopse

Buenos Aires está debaixo de chuva há três dias. Após ter abandonado o homem com quem viveu por nove anos, Alma está morando temporariamente em seu carro. Presa na tempestade, se sente solitária e insegura. Roberto, de volta ao país após 30 anos, também se sente solitário; tudo o que tem na Argentina é um pai em coma, com quem nunca se relacionou, e um apartamento que precisa ser esvaziado. No meio do trânsito, a porta do carro de Alma abre inesperadamente, e Roberto entra. Ela, mesmo sem conhecê-lo, deixa que entre, e o encontro muda o curso de suas vidas nos dias seguintes.


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A Diretora

Nasceu em 1969, em Buenos Aires. Após estudar Teatro, formou-se em 1996 na Universidad del Cine. Trabalha com audiovisual desde 1989, tendo dirigido diversos curtas-metragens, além de comerciais e séries televisivas. Em 2001 fez seu primeiro longa-metragem, Herencia, vencedor do prêmio de Melhor Filme e de Melhor Atriz no Festival de Viña del Mar. Em 2007 dirigiu o documentário Familia Lugones. Este é seu segundo longa de ficção.

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