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A opinião

O filme é um road movie parecendo documentário por usar atores não profissionais. Nesse caminho, tipos e vivências aparecem conduzindo as histórias que são cortadas assim como a guerra. Em algumas partes, um sonho mostra o fim do conflito real sendo quase uma prisão poética. O posicionamento da camera está em ângulos não convencionais. É quase proibida. A técnica da fotografia, montagem, direção é uma pequena obra-prima. Só se perde no roteiro.

Ficha Técnica

Direção: Shahram Alidi
Roteiro: Shahram Alidi
Fotografia: Touraj Aslani
Montagem: Hayedeh Safiyari
País: Iraque
Ano: 2009

A Sinopse

No Curdistão iraquiano, região repleta de conflitos, Mam Baldar, o Tio Alado, trabalha como um carteiro incomum. Há vários anos viaja por entre as montanhas, de uma aldeia a outra, gravando e transmitindo mensagens entre guerrilheiros e suas famílias. Quando recebe a missão de um comandante guerrilheiro de gravar o primeiro choro do seu filho, ele vai até o vilarejo onde vive sua esposa. Mas, ao chegar, descobre que todas as crianças e a esposa grávida do comandante foram evacuados e sua busca ainda está longe do fim. Semana da Crítica de Cannes 2009.


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O Diretor

Nasceu em 1971, no Irã. Ainda na escola, atuou em diversas peças de teatro. Estudou Arte e Design na Escola de Belas Artes da Universidade de Teerã, obtendo um mestrado em 1998. Interessado pelo cinema de animação, ingressou em 2000 na Faculdade de Cinema de Honar em Teerã. Dirigiu seu primeiro filme, o curta-metragem The Last Uncounted Village, em 2003. Este é seu primeiro longa-metragem.

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