A Turquia (Türkiye), cujo nome oficial é República da Turquia (Türkiye Cumhuriyeti), é um país constituído por uma pequena parte europeia, a Trácia, e uma grande parte asiática, a Anatólia. Limita com oito países: a Bulgária a noroeste, a Grécia a oeste, a Geórgia a nordeste, a Arménia, o Irã e o Nakichevan azerbaijano a leste, e o Iraque e a Síria a sudeste. É banhada pelo Mar Negro ao norte, pelo Egeu e o Mar de Mármara a oeste e pelo Mediterrâneo ao sul. Sua capital é Ancara.

Nos termos da constituição turca, a Turquia é uma repúblicademocrática, secular e constitucional cujo sistema político foi estabelecido em 1923, após o fim do Império Otomano. Atualmente, negocia sua adesão como membro pleno da União Europeia.

A Turquia e seus Estados antecessores foram uma ponte entre as culturas ocidental e oriental e o centro de diversas grandes civilizações.


Foto: Divulgação



O Cinema da Turquia

A Turquia cinematográfica partilhou a mesma sorte com muitos dos cinemas nacionais do século XX. A sua produção cinematográfica não foi continua até década de 1950 e o mercado de filmes em geral foi dominado por um pequeno número de grandes empresas de importação que lutaram pela a dominação do mercado nos mais populosos e rentaveis centros urbanos como Istanbul e Izmir. Os cinemas em si, raramente exibiam projeções locais e a maior parte da programação consistia em filmes das mais fortes industrias do ocidente, em especial a dos EUA, França, Itália e Alemanha. Tentativas na produção de filmes so vieram apenas desses importadores, que podiam contar com seu forte sitema de distribuição e cadeia de cinemas que podiam-lhes garantir um retorno do investimento. Entre os anos de 1896 e 1945, o número de filmes produzidos localmente não alcançavam sequer 50 filmes no total, equiparando-se à media anual de produção de menos de um filme por ano. Comparado com os milhares de filmes que haviam sido importados e exibidos nesse mesmo período, é dificil falar sobre uma existência de produção cinematográfica na Turquia antes de 1950.

Esse cenário iria mudar rapidamente após a Segunda Guerra. Um total de 49 filmes produzidos em 1952 significava que dentro de um ano, mais filmes haviam sido produzidos do que a indústria turca podia produzir durante todos seus anos anteriores. Nos anos 1960, a Turquia tornou-se a décima quinta maior produtura de filmes no mundo e a produção anual chegou à marca de 300 títulos no começo dos anos 1970. Comparada com a história de outros cinemas nacionais, as conquistas da industria turca depois de 1950 ainda são notáveis.

Desde 1995 a situação melhorou. Após o ano de 2000, as vendas anuais bilhete alcançaram os 20 milhões e, desde 1995, o número de salas aumentou continuamente para aproximadamente 500 salas em todo o país. Agora, os filmes turcos atraem milhões de espectadores e aparecem no topo das listas de “blockbusters”, muitas vezes superando filmes estrangeiros em termos de bilheteira. No entanto, é difícil falar sobre a existência de uma indústria, já que a maioria dos filmes são na verdade projetos individuais de diretores que na verdade ganham a vida na televisão, publicidade ou teatro. A distribuição destes filmes são tratadas principalmente por empresas estrangeiras, como a Warner Bros e a United International Pictures.

‘Yesilçam’ ( “Verde Pinho”) é uma metonímia para a indústria cinematográfica turca, semelhante ao Hollywood nos Estados Unidos e Pinewood no Reino Unido. Yeşilçam é assim nomeado devido à rua Yeşilçam na Beyoglu distrito de Istambul, onde muitos atores, diretores, membros da tripulação e estúdios viviam.

Yeşilçam experimentou o seu apogeu durante os anos 1950-1970, quando ele produziu anualmente entre 250-350 filmes. Após a década de 1970, Yeşilçam sofreu devido à propagação da televisão, na Turquia. No entanto, Yeşilçam tem observado um ressurgimento desde 2002, tendo produzido filmes aclamados pela crítica como Uzak(Grand Prix (Cannes Film Festival), 2003), Babam ve Oğlum e Propaganda.


Foto: Divulgação – Festival de Cannes


Diretores

Remzi Aydın Jöntürk
Atıf Yılmaz
Ertem Göreç
Fatih Akın (FOTO)
Ferzan Özpetek
Halit Refiğ
Lütfi Ömer Akad
Memduh Ün
Metin Erksan
Nuri Bilge Ceylan
Ömer Kavur
Osman Sınav
Reha Erdem
Süreyya Duru
Şerif Gören
Türker İnanoğlu
Yılmaz Güney
Zeki Demirkubuz
Yavuz Turgul

Top 10 Turquia (ordem crescente)

1982 – Yol (Serif Gören)
2007 – Do Outro Lado (Fatih Akin)
2008 – 3 Macacos (Nuri Bilge Ceylan)
2002 – Distante (Nuri Bilge Ceylan)
1980 – Le Mur (Yilmaz Güney)
1999 – Clouds of May (Nuri Bilge Ceylan)
1997 – Banho Turco (Ferzan Ozpetek)
1997 – Kasaba (Nuri Bilge Ceylan)
2006 – Climas (Nuri Bilge Ceylan)
2008 – O Livro das Férias (Seyfi Teoman)

Imagens da Turquia no Festival

– Mommo (Mommo / The Bogeyman), de Atalay Tasdiken (Turquia)
– O mercado (Pazar – Bir ticaret masali / The Market), de Ben Hopkins (Turquia)
– A caixa de Pandora (Pandora‘nın Kutusu / Pandora’s Box), de Yesim Ustaoglu(Turquia)
– Leite (Süt / Milk), de Semih Kaplano lu (Turquia)
– Meu raio de sol (Hayat Va / My only Sunshine), de Reha Erdem (Turquia)
– 10 para as 11 (11’ e 10 Kala / 10 to 11), de Pelin Esmer (Turquia)

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